Comportamento germinativo do capim-mavuno (B. brizantha x B. ruziziensis)

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Autores

  • Luísa Bittencourt Pedreira Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sertão Pernambucano (IFSertãoPE)
  • Alysson Lívio Vasconcelos Guedes Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sertão Pernambucano (IFSertãoPE)
  • Tatiana Neres de Oliveira Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sertão Pernambucano (IFSertãoPE)
  • Ana Elisa Oliveira dos Santos Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sertão Pernambucano (IFSertãoPE)
  • Marileide de Souza Sá Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF)

DOI:

https://doi.org/10.31416/rsdv.v13i3.959

Palavras-chave:

Híbrido, Incrustamento, Sementes.

Resumo

O objetivo do presente trabalho foi avaliar o índice de velocidade da germinação (IVG) e teste de germinação, sob diferentes métodos em cultivares do gênero Brachiaria. O experimento um foi o teste de IVG das sementes com 25 dias de armazenamento a 25 ºC e foram utilizados dois fatores: o método de superação de dormência (Nitrato de Potássio a 0,2%, água destilada e 12 horas iniciais de luz, e água destilada); e o incrustamento (sementes incrustadas e com incrustamento removido). O segundo experimento foi o teste de germinação com a temperatura de 30 ºC, durante 21 dias. Foram avaliadas quanto a primeira contagem do teste de germinação aos 3 dias de armazenamento e contagem final aos 21 dias. Nesse teste foram utilizados três fatores: o incrustamento (presença e ausência), a superação de dormência (KNO3, luz e água); e o acondicionamento (caixa gerbox com os papeis germitest e rolos de papel germitest em sacos plásticos). Como resultado do experimento um, o uso do incrustamento nas sementes diminui o IVG. Para o experimento dois na primeira contagem mostraram que o uso de incrustamento afeta negativamente o teste; quanto ao acondicionamento, podendo ser feito em caixas gerbox ou em sacos de plástico. Concluímos que para o IVG não se faz necessário o incrustamento das sementes, enquanto, para a germinação de sementes é importante a presença de luz.

Biografia do Autor

Luísa Bittencourt Pedreira, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sertão Pernambucano (IFSertãoPE)

Graduação em andamento do curso bacharelado em agronomia, além de possuir curso de nível pré intermediário na língua inglesa, curso de praticas agroecológicas no semiárido, curso de teatro, e curso em comunicação oficial e comercial.

Alysson Lívio Vasconcelos Guedes, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sertão Pernambucano (IFSertãoPE)

Possui graduação em Bacharelado em Estatística pela Universidade Federal da Paraíba (2008) e Mestrado em Matemática Aplicada e Estatística pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (2011). Atualmente é professor EBTT do Instituto Federal do Sertão Pernambucano. Tem experiência na área de Probabilidade e Estatística Aplicada, com ênfase em Análise de Sobrevivência.

Tatiana Neres de Oliveira, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sertão Pernambucano (IFSertãoPE)

Possui graduação em Zootecnia pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (2000), mestrado em Zootecnia pela Universidade Federal Rural de Pernambuco (2002) e doutorado em Zootecnia pela Universidade Federal Rural de Pernambuco (2007). Tem experiência na área de Zootecnia, com ênfase em Melhoramento de Plantas Forrageiras e Produção de Sementes, atuando principalmente nos seguintes temas: melhoramento de forrageiras, plantas nativas, disponibilidade de forragem.

Ana Elisa Oliveira dos Santos, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sertão Pernambucano (IFSertãoPE)

Possui Graduação em Engenharia Agronômica pela Universidade Federal da Bahia (2002), Mestrado em Engenharia Agrícola pela Universidade Federal de Viçosa (2004) e Doutorado pela Universidade Federal Rural do Semiárido (2011). Atualmente é Professora do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sertão Pernambucano, Petrolina, PE. Tem experiência na área de Agronomia, com ênfase em Fisiologia e Manejo Pós-colheita de Frutos e Hortaliças.

Marileide de Souza Sá, Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF)

Doutoranda em Ciência Animal pela UNIVASF, Mestre em Zootecnia na Área de Produção Animal pela UFPB - CCA AREIA - PB, Graduada em Zootecnia pela Universidade Federal Rural de Pernambuco - Unidade Acadêmica de Serra Talhada (UFRPE-UAST) em 2019, Licenciada em Geografia pelo CESVASF - Centro de Ensino Superior do Vale do São Francisco, 2002 e Técnica em Zootecnia pelo IF SERTAO - PE, concluído em 2012, onde desenvolveu trabalhos como bolsista PIBIC Jr pelo IF Sertão-PE, na área de Forragicultura, além de estudos e trabalhos de pesquisa e extensão na áreas de manejo e sanidade animal. Foi monitora da Disciplina Administração e Planejamento Rural nos cursos de Agronomia e Zootecnia na UFRPE-UAST. Faz parte do Grupo de Estudos em Administração Rural - GEAR. Possui experiência com Assistência Técnica Direta a Assentados do PNCF em municípios do Sertão do Pajeú, Sertão Central, Itaparica e Sertão do São Francisco pernambucano, e na área de Produção Animal (Caprinos, Ovinos, Abelhas Apis mellifera e melipona),Sanidade apícola (Endo e ectoparasitos de abelhas Apis), Administração e Planejamento agropecuário, Extensão Rural e Avaliação de Produtos de Origem Animal.

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Publicado

2025-10-19

Como Citar

PEDREIRA, Luísa Bittencourt; GUEDES, Alysson Lívio Vasconcelos; OLIVEIRA, Tatiana Neres de; SANTOS, Ana Elisa Oliveira dos; SÁ, Marileide de Souza. Comportamento germinativo do capim-mavuno (B. brizantha x B. ruziziensis). Revista Semiárido De Visu, [S. l.], v. 13, n. 3, p. 908–920, 2025. DOI: 10.31416/rsdv.v13i3.959. Disponível em: https://semiaridodevisu.ifsertaope.edu.br/index.php/rsdv/article/view/959. Acesso em: 13 mar. 2026.

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