O ensino de ciências por investigação enquanto recurso didático estruturante para a educação integral, em uma escola pública de Petrolina/PE

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Autores

  • Marcos Antonio Pinto Ribeiro Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
  • Carlos Wagner Costa Araújo Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
  • Damon Ferreira Farias Universidade Federal de Sergipe (UFS)
  • Jaqueline Moll Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)

DOI:

https://doi.org/10.31416/rsdv.v13i3.527

Palavras-chave:

Educação integral, Torneio virtual, Ensino experimental por investigação.

Resumo

O ensino por investigação e experimental em ciências visa formar sujeitos críticos e indagadores para entender e intervir na realidade. A ciência é um modus e um caminho para estruturação da educação integral, assim como a cultura, a arte e suas linguagens. Esta pesquisa tem como objetivo analisar o entendimento dos estudantes perante aos conceitos de força, trabalho, conservação da energia e quantidade de movimento sobre o ponto de vista da experimentação investigativa proposta pelo Torneio Virtual de Ciência (TVC), enquanto possibilidade para a educação integral na perspectiva humanística. A oficina foi realizada em uma turma de 20 estudantes de 1º ano do ensino médio. Esses resultados indicam que, embora haja avanços, ainda se faz necessária uma formação contínua dos estudantes na perspectiva sociocientífica humanista, a fim de consolidar a aprendizagem significativa dos conceitos científicos. As análises do questionário em conjunto com atividade experimental investigativa mostraram que foram de grande valia para aprendizagem dos conceitos. Indicaram, também, a necessidade de realização de um processo de formação dos estudantes na perspectiva sociocientífica humanista.

 

Biografia do Autor

Marcos Antonio Pinto Ribeiro, Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)

Doutorando no Programa de Pós-Graduação em Educação em Ciências da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Possui Mestrado em Educação em Ciências pela mesma instituição é graduado em Licenciatura em Física pela Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE). Além disso, desempenha o cargo de professor de Física no Estado de Pernambuco, possuindo especialização em Ensino de Matemática. Com trajetória incluindo experiências significativas, como a atuação como pesquisador bolsista do Espaço Ciência e Cultura da Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF) entre 2006 e 2012, período em que também exerceu a função de Coordenador Científico do Espaço Ciência. Em 2012, é diretor e sócio fundador do Museu de Ciências Ricardo Ferreira (MCRF). Destaca-se ainda sua participação representando o Brasil na 7 Expo-Sciences ESI-AMLAT 2014, realizada em Medelín, Colômbia. Com expertise abrangendo a área de Educação, com foco em Tecnologia Educacional, englobando temas como divulgação científica, popularização da ciência e educação científica. Desde 2004, atua como coordenador do Polo ABC na Educação Científica: Mão na Massa no Vale do São Francisco. Em reconhecimento ao seu trabalho, foi agraciado com o prêmio "Qualidade do Ensino e Gestão da Sala de Aula" pelo estado de Pernambuco em 2014. Desde então, tem sido consultor em projetos de Centros e Museus de Ciência no Estado do Maranhão, como o MUSCA, e na Casa Trevo em Campo Formoso, Bahia, a partir de 2016. Além disso, desempenha o papel de coordenador do projeto Museu de Ciência Ricardo Ferreira, financiado pela Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia do Estado de Pernambuco (FACEPE).

Carlos Wagner Costa Araújo, Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)

Possui graduação em Bacharelado e licenciatura em História pela Universidade Federal do Espírito Santo - UFES (1995). Especialização em Jornalismo e Divulgação Científica pelo NJR/NJR/USP. Mestrado em Educação em Ciências: Química da Vida e Saúde - UFRGS (2019), Doutorado em Educação em Ciências - UFRGS (2023). Pós-doutorado em andamento no PPGECI/UFRGS (2025). Membro do grupo Formação Humana Integral na escola básica no Brasil: sujeitos, territórios, dimensões e interfaces da UFRGS. Professor do Colegiado de Ciências da Natureza/UNIVASF-Senhor do Bonfim-BA (2009-2015). Diretor Núcleo de Ciências/UFES (1996-2004). Diretor do Espaço Ciência e Cultura/UNIVASF (2004-2012). Assessor de Popularização da Ciência da UNIVASF (2009-2012). Presidente da Associação Brasileira de Centros e Museus de Ciência - ABCMC (2012-2015). Sócio Fundador do Museu de Ciências Ricardo Ferreira - MCRF - 2012.Tem experiência na área de Educação, com ênfase em Tecnologia Educacional, atuando principalmente nos seguintes temas: divulgação científica , popularização da ciência, educação científica. Consultor da CAPES (2008-2011) para elaboração de especialização nos Anos Iniciais. Coordenador do Polo ABC na Educação Científica: Mão na Massa no Vale do São Francisco, desde 2004. Comitê de Avaliação de Projetos de Extensão da UFPE (2009-2014). Avaliador de Projetos para a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia - Ministério da Ciência Tecnologia e Inovação - MCTIC (2016). Consultor de Projetos para Centros e Museus de Ciência Maranhão - MUSCA e Casa Trevo em Campo Formoso/BA (2016). Consultor da UNESCO - 2017 em Políticas Públicas para Juventude na Secretaria Nacional de Juventude - SNJ. Avaliador do Prêmio Inovação Tecnológica na Escola Nacional de de Administração Pública - ENAP. Bolsista PAV no Comitê de Divulgação Científica do CNPq (2018 - 2021). Coordenador da Oficinas de Projetos para popularização da Ciência - CNPq. Assessoria e Consultoria no Departamento de Popularização da Ciência, Tecnologia e Educação Científica do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação - DEPEC/MCTI

Damon Ferreira Farias, Universidade Federal de Sergipe (UFS)

Divulgador científico, é fundador do Museu Budega da Ciência e do clube (SER)tão Ciência. Coordenador da Semana Nacional de Ciencia e Tecnologia, SBPC VAI À ESCOLA e Mostra Científica de Inovação e Tecnologia da Educação Básica e Profissional da Rede Pública Estadual da Bahia (MOCITEC/BA). Além disso é coordenador da Olimpíada Territorial de Práticas Investigativas. Graduado em licenciatura em Física pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sertão Pernambucano (2013), mestre em Física Atômica e Molecular pela Universidade Federal da Bahia - UFBA e doutor em Ciência e Engenharia de Materiais pela Universidade Federal de Sergipe. Professor da rede estadual da Bahia. Voluntário do Espaço Ciência e Cultura/UNIVASF (2010-2012). Faz parte da comissão de avaliação do solvefortomorrowbrasil. Tem experiência na área de Educação, com ênfase em Tecnologia Educacional, atuando principalmente nos seguintes temas: divulgação científica, popularização da ciência e educação científica.

Jaqueline Moll, Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)

É professora titular da Faculdade de Educação e professora colaboradora do Programa de Pós-Graduação em Educação em Ciências: Química da Vida e Saúde da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), e professora titular do Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões (URI/FW). Cursou Graduação em Pedagogia pelo Centro de Ensino Superior de Erechim; Mestrado em Educação pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC/RS); Doutorado em Educação pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), tendo realizado parte dos estudos na Universidade de Barcelona, e Pós-Doutorado em Educação pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC/RJ). Foi Conselheira do Conselho Estadual de Educação do Rio Grande do Sul (2014-2018). Foi professora colaboradora da Universidade de Brasília (2006-2008). Trabalhou no Ministério da Educação (2005-2013), tendo exercido as funções de Diretora de Políticas e Articulação Institucional da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica; Diretora de Educação Integral, Direitos Humanos e Cidadania da Secretaria de Educação Permanente, Alfabetização e Diversidade e Diretora de Currículos e Educação Integral da Secretaria de Educação Básica. Coordenou, no Ministério da Educação, a implantação do Programa de Educação de Jovens e Adultos Integrado a Educação Profissional (PROEJA), de 2005 a 2007, e do Programa Mais Educação, de 2008 a 2013, como estratégia para a indução da política de educação integral em tempo integral no Brasil. Foi professora dos anos iniciais do ensino fundamental e ingressou no magistério superior em 1987, como professora da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul; da Universidade do Vale do Rio dos Sinos e da Universidade Federal de Pelotas. Seu campo de trabalho e pesquisa educacional tem ênfase na área de políticas públicas e práticas pedagógicas, dialogando e construindo formas de intervenção nos temas da alfabetização, educação de jovens e adultos, fracasso escolar, pedagogias urbanas, relações entre escola e cidade, educação integral e ensino médio. Participou da construção da Cátedra UNESCO: Cidade que Educa e Transforma na qual preside a Assembleia de Delegados/as. Agraciada com várias homenagens, entre as quais o Prêmio Cora Coralina, pela contribuição à educação como inclusão social, da Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Educação; o Prêmio Mariazinha Fusari de Educomunicação: Categoria Ação Profissional, do Núcleo de Comunicação da Universidade de São Paulo; a Comenda Porto do Sol da Câmara de Vereadores de Porto Alegre/RS e o título de Cidadã Honorária das cidades gaúchas de Porto Alegre, Canoas, Erechim e Sertão.

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Publicado

2025-10-19

Como Citar

RIBEIRO, Marcos Antonio Pinto; ARAÚJO, Carlos Wagner Costa; FARIAS, Damon Ferreira; MOLL, Jaqueline. O ensino de ciências por investigação enquanto recurso didático estruturante para a educação integral, em uma escola pública de Petrolina/PE. Revista Semiárido De Visu, [S. l.], v. 13, n. 3, p. 745–764, 2025. DOI: 10.31416/rsdv.v13i3.527. Disponível em: https://semiaridodevisu.ifsertaope.edu.br/index.php/rsdv/article/view/527. Acesso em: 15 dez. 2025.

Edição

Seção

Multidisciplinar - Artigos

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