Entre o signo e o simulacro
uma análise intersemiótica da estética pós-moderna
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https://doi.org/10.31416/rsdv.v13i3.1593Palavras-chave:
Simulação, Intersemiose, Pós-modernidade, Semiótica crítica, Representação simbólica.Resumo
O presente artigo investiga como as manifestações expressivas da cultura pós-moderna — especialmente na poesia, na fotografia e no cinema — ressignificam os signos culturais por meio da lógica da simulação, da fragmentação e do excesso. Partindo da interseção entre as teorias semióticas de Ferdinand de Saussure e Charles S. Peirce, o estudo propõe uma análise intersemiótica que considera os deslocamentos do signo em contextos marcados pela instabilidade referencial. A abordagem metodológica é qualitativa, hermenêutica e comparativa, articulando conceitos da semiótica crítica com os aportes filosóficos de Gianni Vattimo, Roland Barthes e Lucia Santaella. A análise revela que, nas composições verbo-visuais de Arnaldo Antunes, a palavra assume função imagética e rítmica, dissolvendo a fronteira entre leitura e visualidade; nas fotografias de Cindy Sherman e Sebastião Salgado, o olhar do sujeito é tensionado entre documento e encenação; e, nos filmes de Michelangelo Antonioni e David Lynch, a narrativa se fragmenta em planos que duplicam o real, instaurando zonas de ambiguidade perceptiva. Esses padrões apontam que os signos contemporâneos operam como simulacros que desafiam a representação tradicional e instauram uma estética da desrealização. A contribuição teórica do estudo reside na articulação entre linguagem, cultura e estética, propondo que os signos atuais não apenas representam o real, mas o produzem como experiência sensível, hiperestética e ficcional, evidenciando o papel da linguagem na construção de subjetividades e sentidos no mundo contemporâneo.
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