Integração da Agricultura Sustentável e Saberes Indígenas do Semiárido
alinhamento com Agenda 2030 da ONU
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https://doi.org/10.31416/rsdv.v13i3.1402Palavras-chave:
ODS, segurança alimentar, agricultura indígena.Resumo
Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), anunciados em 2015 pela ONU, estabeleceram metas globais para garantir um futuro mais sustentável e inclusivo para a humanidade até 2030. Entre os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, a promoção da agricultura sustentável e da segurança alimentar são cruciais para redução da pobreza e da fome. Neste viés, realizou-se um levantamento bibliográfico sobre as práticas agrícolas dos povos indígenas do Semiárido baiano, objetivando verificar se os saberes e práticas dessas populações contribuem para o alcance dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), propostos pela ONU. As buscas foram realizadas nas bases Google Acadêmico, SciELO, Portal de Periódicos CAPES e Biblioteca Digital Brasileira de Teses e Dissertações (BDTD), considerando publicações até junho de 2024. Foram selecionados 21 documentos após a aplicação de filtros específicos. Os resultados indicam que os indígenas do Semiárido aplicam conhecimentos ancestrais de manejo etnoambiental, focam em agricultura sustentável, segurança alimentar e gestão integrada extrativista da lavoura-pecuária. No entanto, enfrentam desafios como pressões externas da agricultura moderna, escassez hídrica, falta de sementes crioulas e de apoio governamental na comercialização dos produtos e conflitos socioambientais. Programas como o Bahia Produtiva, Pró-Semiárido e Bahia Sem Fome têm potencial para promover o desenvolvimento social inclusivo e sustentável dessas comunidades. O reconhecimento e a valorização dos saberes indígenas são fundamentais para contribuir de forma efetiva com os ODS da ONU, especialmente em relação à agricultura sustentável e à segurança alimentar no semiárido brasileiro.
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